O Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais realizou um mapeamento inédito no país que aponta a incidência de raios em todos os municípios das regiões Sudeste e Sul, além de parte dos municípios do Centro-Oeste. O ranking, divulgado nessa quinta-feira (29), aponta que São Caetano do Sul (Grande São Paulo) é a cidade com maior densidade de raio por quilômetro quadrado - foram 12,1 raios por quilômetro quadrado entre 2005 e 2006.
Em segundo lugar no ranking aparecem duas cidades do Rio Grande do Sul - Unistalba, com a incidência de 11,58 raios por quilômetro quadrado e Itacurubi, com 9,52.
Na seqüência aparecem mais duas cidades da Grande São Paulo -, Suzano, com incidência 9,27 e Mauá, com 9,24 raios por quilômetro quadrado.
De acordo com o Inpe, os dados - que abrangem cerca de 3.000 municípios - foram coletados pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas.
O Inpe afirma que o Brasil é o país campeão mundial em incidência de raios, com cerca de 60 milhões por ano.
Os resultados do estudo devem ser aplicados no melhor dimensionamento dos sistemas de proteção contra raios - desde os pára-raios em edifícios até sistemas de proteção industriais, de linhas de transmissão e de distribuição de energia e torres de telecomunicação.
De acordo com o Inpe, o objetivo da elaboração do ranking é diminuir prejuízos e mortes causados pelos raios. Atualmente eles provocam em média cem mortes e R$ 1 bilhão de prejuízos por ano, segundo o instituto.
Levantamento do Inpe aponta que em 2007 ao menos 17 pessoas já morreram atingidas por raios - sete delas no Estado de São Paulo, com o maior número de mortos.
Os raios também causaram problemas como a interrupção de energia no Nordeste, explosão de tanque de combustível no Sul.
O ranking completo da densidade de raios por município pode ser consultado no site do Inpe.
Equipamento atingido - O aeroporto internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos (Grande São Paulo) sofreu com atrasos por três dias consecutivos devido não-funcionamento de um equipamento que auxilia as operações em ocasiões de baixa visibilidade.
Atingido por um raio em 25 de fevereiro, o equipamento - chamado de ILS - foi consertado dias depois, mas demorou para ser liberado.