Associação Catarinense de Preservação da Natureza
Blumenau, 22 de Janeiro de 2020

NOTÍCIAS

ARBORIZAÇÃO URBANA

.: 09 / Set / 2010

A Paisagem Urbana

A vegetação, como um todo, tem sido de grande importância na melhoria das condições de vida nos centros urbanos. Com o crescimento populacional das cidades, depara-se com a falta de um planejamento urbano.

O clima urbano difere consideravelmente do ambiente natural. A amplitude térmica, o regime pluviométrico, o balanço hídrico, a umidade do ar, a ocorrência de geadas, granizos e vendavais precisam ser considerados.

Os solos, por sua vez, responsáveis pelo suporte físico das árvores e pelo substrato nutritivo do qual depende seu desenvolvimento, apresentam-se compactados nas cidades devido ao grande número de pavimentações que não permitem o escoamento das águas. Resíduos sólidos, despejos residenciais e industriais poluem e comprometem o solo urbano.

Quanto à qualidade do ar, esta fica comprometida pela combustão de veículos automotores e pela emissão de poluentes advindos de atividades industriais.

Além da função paisagística, a arborização urbana proporciona benefícios à população como:

a. Proteção contra ventos

b. Diminuição da poluição sonora

c. Absorção de parte dos raios solares

d. Sombreamento

e. Ambientação à pássaros

f. Absorção da poluição atmosférica, neutralizando os seus efeitos na população

 

Organograma dos Principais Benefícios das Áreas Verdes Urbanas

Fatores Urbanos

Principais Formas de Degradação

Principais Benefícios das Áreas Verdes Urbanas

Físico

  • Clima/ar
  • Alterações micro climáticas
  • Deterioração da qualidade do ar 
  • Poluição Sonora
  • Conforto micro climático 
  • Controle da poluição atmosférica
  • Controle da poluição sonora
  • Água
  • Alterações da quantidade de água
  • Deterioração da qualidade hídrica
  • Regularização hídrica 
  • Controle da poluição edáfica
  • Solo/subsolo
  • Alterações físicas do solo
  • Alterações químicas e biológicas do solo
  • Estabilidade do solo
  • Controle da poluição edáfica

Biológicos

  • Flora
  • Redução da cobertura vegetal
  • Redução da biodiversidade
  • Controle da reduçãoi da biodiversidade
  • Fauna
  • Proliferação de vetores
  • Destruição de habitats naurais
  • Controle de vetores

Territorial

  • Uso/ocupação do solo
  • Desconforto ambienteal das edificações 
  • Poluição visual
  • Alterações micro climáticas
  • Conforto ambienta nas edificações
  • Controle da poluiçãoi visual
  • Infra-estrutura/serviços
  • Dificuldade no deslocamento 
  • Aumento da necessidade de saneamento
  • Redução da sociabilidade
  • Despercício de energia
  • Racionalização do transporte 
  • Saneamento ambiental
  • Conservação de energia

Sociais

  • Demografia 
  • Equipamentos e serviço social
  • Concentração populacional
  • Crescimento das necessidades sociais
  • Conscientização ambiental
  • Atendimento das necessidades sociais.

Econômicos

  • Setores produtivos 
  • Renda/Ocupação
  • Valor e desvalorização da atividade/propriedade 
  • Concentração de pobreza e desemprego

x

  • Valorização das atividades e propriedades 
  • Amenizações dos bolsões da pobreza

Instituição

  • Setor Público
  • Instrumentos Normativos
  • Redução da capacidade de gestão urbana
  • Instrumental insuficiente

x

  • Apoio à capacidade de gestão urbana 
  • Instrumento de regulamentação específica.

 

Planos de Arborização

O adequado conhecimento das características e condições do ambiente urbano é uma pré-condição ao sucesso da arborização. É preciso considerar fatores básicos como: condições locais, espaço físico disponível e características das espécies a utilizar.

O plano de arborização deve responder algumas perguntas como: o quê, como, onde e quando plantar.

Análise da vegetação - é importante conhecer a vegetação da região, dentro da cidade e nos arredores, procurando selecionar espécies que são recomendadas para a arborização urbana e que apresentam crescimento e vigor satisfatórios.

Análise do local - é preciso efetivar os levantamentos dos locais a serem arborizados, como também daqueles que necessitam ser complementados ou adaptados. Há necessidade de compatibilizar a arborização com o sistema elétrico, o abastecimento de água, esgotos, sinalizações e edificações. O cadastramento e controle das ruas e praças (dimensões, localização das redes e outros serviços urbanos, identificação das árvores, data do plantio e época de poda) possibilitam uma melhor implantação da arborização urbana.

Algumas medidas a observar:

 Recuo mínimo da muda em relação ao meio-fio

 0,50 m 

 Distâncias mínimas entre árvore e entradas de garagem

 1,00 m

 Vão livre entre a copa das árvores e a rede de baixa tensão

 1,00 m

 Vão livre entre a copa das árvores e a rede de alta tensão

 2,00 m

 Altura máxima das árvores de pequeno porte

 4,00 m

 Altura máxima das árvores de médio porte

 6,00 m

 Distância mínima entre árvores de pequeno porte e placas de sinalização 

 5,00 m

 Distância mínima de árvores de médio porte e placas de sinalização 

 7,00 m

 Distância mínima das esquinas 

 7,00 m



Áreas Urbanas sem arborização e rede elétrica

A rede de energia elétrica deverá ser implantada preferencialmente nas calçadas oeste e norte, e sob elas árvores de pequeno porte. Nas calçadas leste e sul deverão ser plantadas árvores de porte médio, observando-se as dimensões da via pública e o paisagismo local. Esta distribuição procura otimizar a utilização do sol como forma de aquecimento.

Nas avenidas com canteiro central, o posteamento deve ser implantado nas calçadas laterais. O canteiro central deve ser arborizado, podendo ser utilizadas espécies de médio a grande porte. Nas quadras reservadas para áreas verdes (parques e jardins), os passeios devem ficar, preferencialmente, isentos de vegetação e postes (exceto a de iluminação pública), ficando para uso de pedestres.

Áreas urbanas com redes elétricas e sem arborização

Na calçada onde existe rede elétrica, as árvores a serem plantadas devem ser espécies de pequeno porte, obedecendo aos recuos necessários. Na calçada onde não existe a rede elétrica, podem-se utilizar espécies de médio porte, adequadas à paisagem local e ao espaço disponível.

Áreas urbanas edificadas, arborizadas e eletrificadas

É a situação mais comum de ser encontrada, principalmente nas grandes cidades. É preciso uma avaliação das condições encontradas:

1. Os postes estão instalados no lado correto das calçadas, porém, as árvores existentes sob a fiação são inadequadas - é preciso providenciar a substituição das árvores existentes por espécies de porte adequado, mas isso deverá ser efetuado intercalando-se as novas às velhas. Estas somente serão retiradas após o completo desenvolvimento das novas.

2. Os postes estão instalados no lado não recomendado das calçadas, e, sob a fiação, há árvores de médio e grande portes - deverá ser realizada a substituição das árvores por espécies de porte menor e feitas podas permanentes ou encontradas alternativas para a iluminação.


Escolha da espécie

As espécies utilizadas na arborização de ruas devem ser muito bem selecionadas, devido às condições adversas a que são submetidas. Em condições de mata natural, fatores como porte, tipo e diâmetro de copa, hábito de crescimento das raízes e altura da primeira bifurcação se comportam diferentemente em comparação ao meio urbano. Na seleção de espécies, deve-se considerar também fatores como adaptabilidade, sobrevivência e desenvolvimento no local de plantio.

· É importante a escolha de uma só espécie para cada rua, ou para cada lado da rua ou para um certo número de quarteirões. Isso facilita o acompanhamento de seu desenvolvimento e as podas de formação e contenção, quando necessárias.

· Deve-se evitar as espécies cujos troncos tenham espinhos.

· Dependendo do local a ser arborizado (cidades de clima frio), a escolha de espécies caducifólias (perdem as folhas em certo período do ano) é extremamente importante para o aproveitamento do calor solar nos dias frios; já em outras cidades, as espécies de folhagem perene são mais adequadas.

· A copa deve ter formato, dimensão e engalhamento adequado. A dimensão deve ser compatível com o espaço físico, permitindo o livre trânsito de veículos e pedestres, evitando danos às fachadas e conflito com a sinalização, iluminação e placas indicativas.

· Nos passeios, deve-se plantar apenas espécies com sistema radicular pivotante - as raízes devem possuir um sistema de enraizamento profundo para evitar o levantamento e a destruição de calçadas, asfaltos, muros de alicerces profundos.

· Dar preferência a espécies que não dêem flores ou frutos muito grandes.

· Selecionar espécies rústicas e resistentes à pragas e doenças, pois não é aconselhável o uso de fungicidas e inseticidas no meio urbano.

· Escolher espécies de árvores de crescimento rápido, pois em ruas, avenidas ou nas praças estão muito sujeitas à predação, sobretudo quando ainda pequenas.

· Deve-se selecionar espécies de galhadas resistentes para evitar galhos que se quebrem com facilidade. Em áreas residenciais, considerar a posição do sol e a queda das folhas com as mudanças das estações, de maneira a permitir sombra no verão e aquecimento no inverno. As árvores devem permitir a incidência do sol, necessário nos jardins residenciais. Deve-se, ainda, evitar espécies geradoras de sombreamento excessivo e plantios muito próximos às casas.

Pode-se utilizar espécies nativas ou espécies exóticas, observados os critérios citados e as características das espécies. Algumas espécies apresentam limitações para arborização urbana, por isso não são recomendadas.

ESPÉCIES UTILIZADAS EM ARBORIZAÇÃO URBANA

Espécies Nativas na Arborização Urbana

A utilização de espécies nativas em áreas urbanas é indicada por proteger e valorizar a flora local. Serão demonstradas a seguir algumas espécies nativas arbóreas recomendadas e/ou utilizadas nas Regiões Centro/Sul do Brasil:

Espécies

 Família

 Nome Popular

 Observações

 Amburana  cearensis

Fabaceae

Cumaru  cerejeira

 Árvore ornamental

 Ramos e troncos são lisos de cor de vinho  ou marrom avermelhado.

 Anadenanthera  columbina

 Anadenathera  peregrina

Minosaceae

Angico vermelho

Angico cascudo

 Árvore de grande porte

 Utilizada em ruas, estradas e parques.

 Andira  anthelmina

 Andira  fraxinifolia

Fabaceae

Pau-angelim

 Árvore de médio a grande porte

 Proporciona ótima sobra pela copa  frondosa.

 Balfourodendron  riedelianum

Rutaceae

Pau-marfim

 Árvore de grande porte

 Utilizada em parque e praças.

 Bauhinia  forticata

Caesalpiniaceae

Pata-de-vaca

 Árvore de pequeno porte

 É utilizada nos parques e jardins, pela  beleza das flores.

 Bowdichia  virgilioides

Fabaceae

Sucupira

 Árvore de grande porte

 Utilizada em parques e jardins pela beleza  das flores roxas.

 Cabralea  canjerana

Meliaceae

Canjarana

 Árvore de grande porte

 É recomendada para praças, jardins,  canteiros centrais de avenidas, estradas.

 Não deve ser utilizada em calçadas devido  ao seu sistema radicular superficial.

 Caesalpinia  echiata

 Caesalpinia  leiostachya

 Caesolpinia  peltophoroides

Caesalpiniciaceae

Pau-brasil

Pau-ferro

 Árvores de grande porte 

 Indicada para parques, praças e jardins

 Foi declarada árvores nacional do Brasil em  1978.

 Calophyllum  brasiliensis

 Clusiaceae

 Guanandi

 Árvore de grande porte

 Utilizada em praças, ruas e avenidas.

 Cariniana  estrellensis

 Cariniana  legallis 

Ecythidaceae

Jequitibá-branco

Jequitibá-rosa

 Árvore de grande porte

 Utilizada em praças.

 Cassia  ferruginea

 Cassia grandis

 Caesalpiniaceae

Chuva-de-ouro

Cássia-rósea

 Árvore de médio a grande porte

 Utilizada na arborização de ruas e avenidas.

 Centrolobium  microchaete

 Centolobium  robustum

 Centrolobium  tomentosum

Fabaceae

Araribá-amarelo

Ararobá-rosa

Araruva

 Árvore de grande porte 

 Utilizada em parques e jardins

 Chorisia  speciosa

 Bombacaceae

 Paineira

 Árvore de grande porte

 Indicada para parques, praças, jardins  avenidas e rodovias.

 Grande efeito ornamental pelo porte e  beleza das flores.

 Citharexylum  myrianthum

 Citharexylum  permambucensis

Verbenaceae

Tarumâ-branco

Salgueiro

 Árvore de grande porte

 Utilizada para parques, praças e jardins

 Clitoria  fairchildiana

Fabaceae

Palheteira

 Árvore de médio porte

 Proporciona bom sombramento

 Utilizada na arborização rural e urbana nas  regiões sudeste e norte do país.

 Colubrina  glandulosa  var.reitzii

Rhamanaceae

Sobrasil

 Árvore de médio a grande porte

 Utilizada para praças públicas.

 Copaifera  langsdorffi

Caesalpioniaceae

Copaíba

 Árvore de grande porte

 Fornece ótima sombra

 Utilizada principalmente em arborização de  rodovias.

 Cordia  trichotoma

 Cordia superba

Boraginaceae

Louro pardo

 Grão de galo

 Árvore de grande porte

 Utilizada em ruas e praças públicas

 Croton  celtidifolius

Euphorbiaceae

Pau-sangue

 Árvore de médio porte

 Dalbergia  brasiliensis

 Dalbergia nigra

Fabaceae

Jacarandá

Jacarandáda Bahia

 Árvore de grande porte

 Utilizada em parques, praças e avenidas

 Possui efeito ornamental pelas flores.

 Crymis  brasiliensis

Winteraceae

Cataia

 Árvore de médio porte

 Erythrina crista-  galli

 Erythrina falcata

 Erythrina  speciosa

Fabaceae

Corticeira do  banhado

Corticeira 

 Suinã

 Árvore de grande porte

 Utilizada em parques e jardins

 Guazuma  uhmifolia

Stercucliaceae

Mutamba

 Árvore de médio a grande porte

 Proporciona ótima sombra

 Holocalyx  balansae

Caesalpiniaceae

Alecrim

 Árvore de grande porte 

 Utilizada em parques, praças e ruas

 Sua copa mantém-se sempre verde de  formato arredondado, proporcionado ótima  sombra.

 Hymenaea  couvaril L..

Caesalpiniaceae

Jatobá

 Árvore de grande porte

 Recomendada principalmente para estradas,  parques e praças.

 Inga bhahienssi

 Inga fagifoli

 Inga marginata

 Inga sessilis

 Inga  uruguguensis

 Inga virescens

Mimisaceae

Ingá-beira-de-rio

 Ingá

 Ingá-feijão

 Ingá-ferradura

 Ingá-banana

 Árvore de médio porte

 Utilizada em parques, praças e rodovias.

 Jacaranda  puberula

 Jacaranda  micrantha

 Jacaranda  mimosaefolia

Bignoniaceae

Caroba

Jacarandá-mimoso

 Árvore de grande porte 

 Indicada para parques, avenidas e  arborização de rodovias.

 Lafoensia pacari

Lythraceae

Dedaleiro

 Árvore de grande porte 

 Largamento utilizada em parques, ruas,  praças

 Possui rusticidade, belas flores e boa  covivência com a poluição urbana e a rede  elétrica.

 Lamanonia  ternata

Cunoniaceae

Guaraperê

 Árvore de médio a grande porte

 Utilizada em parques, praças e ruas.

 Lapacea  fruticosa

Theaceae

Santa-rita

 Árvore de grande porte

 Lonchocarpus  guilleminianus

 Lonchocarpus  muehlbergianu

Fabaceae 

Rabo-de-bugio

Timbó-do-graúdo 

 Árvore do grande porte 

 Luehea  divaricara

 Luehea  candicans

Tiliaceae

Açoita-cavalo

 Árvore de grande porte

 Utilizada em rodovias, praças e parques.

 Machaerium  stipitatum

Fabaceae

Sapuva

 Árvore de grande porte

 Nectandra  lanceolata

Lauraceae

Canela amarela

 Árvore de grande porte

 Utilizada na arborização de áreras abertas

 Ormosia arborea

Fabaceae

Olho-de-cabra

 Árvore de grande porte 

 Utilizada em ruas e avemidas

 Proporciona bom sombreamento e é  bastante ornamental.

 Parapiptadenia  rigida

Momosaceae

Angico

Gurucaia

 Árvore de grande porte

 Utilizada em ruas, rodovias, praças e  parques.

 Peltophorum  dubium

Caesalpiniaceae

Canafístula

 Árvore de grande porte 

 Utilizada para parques, avenidas, praças.

 Não é recomendada para ruas.

 Plathymenia  foliolosa

Mimosaceae

Vinhático-da-mata

 Árvore de porte grande

 Exuberante e muito ornamental

 Pseudobombax  grandiflorum

Bombacaceae

Embiruçu

 Árvore de grande porte

 Extremamente ornamental pela forma  incomum dos seus ramos quando em  floração.

 Pterocarpus  violaceus

Fabaceae

Aldrago

 Árvore de médio porte

 Utilizada na arborização das ruas em São  Paulo

 Tem folhagem brilhante e bela florada.

 Qualea  grandiflora

Vochysiaceae

Pau-terra

 Árvore de médio porte.

 Quillaja  brasiliensis

Rosaceae

Saboneteira

 Árvore de médio porte

 Utilizada e, parques e praças.

 Roupala  asplenioides

 Roupala  brasiliensis

 Roupala  cataractarum

 Roupala  rhombifolia

Proteaceae

Carvalho-brasileiro

 Árvore de médio porte

 Utilizada em parques e rodovias.

 Salix  humbolditiana

Salicaceae

Salseiro

Chorão

 Árvore de grande porte

 Utilizada em parques, rodovias, avenidas.

 É ornamental por sua copa com ramos  pendentes.

 Scheffera  angustissimum

 Scheffera  macrocarpa

 Scheffera  morototoni

Araliaceae

Aipim-brabo

 Mandiocão do  cerrado

 Mandiocão

 Árvore de grande porte

 É indicada pela sua forma reta e suas folhas  grandes e vistosas.

 Sclerolobium  chrysophyllum

 Sclerolobium  densiflorum

 Sclerolobium  denudatum

 Sclerolobium  paniculatum

Caesalpiniaceae 

Ingauçu preto

Ingáporca

Passuaré

Taxi-branco

 Carvoeiro 

 Árvore de grande porte

 Utilizada para parques e rodovias

 Proporciona boa sombra com sua copa  frondosa. 

 Senna  macranthera

 Senna multijuga

Caesalpiniaceae

Maduirana

 Pau-cigarra

 Aledrim

 Árvore de médio porte 

 É indicada para arborização de ruas  (estreitas e sob rede elétrica)

 Árvore extremamente ornamental pelas suas  flores.

 Stercullia striata

Sterculiaceae

Chichá-do-cerrado

 Árvore do médio porte

 Tabebuia alba

 Tabebuia aurea

 Tabebuoa  chrysotricha

 Tabebuia  ochraeae

 Tabebuia  serratifolia

 Tabebuia vellosoi

Bignoniaceae

Ipê-amarelo

 Craibera

 Pau-d'arco

 Amarelo

 Árvore de caducifólia de altura variável, de  pequeno a grande porte

 Bastante ornamental pelas flores de  coloração amarela intensa

 Utilizada em praças, arborização de ruas,  estradas e estradas de fazendas.

 Tabebuia  heptaphylla

 Tabebuia  impetiginosa

Bignonoaceae

 Ipê-roxo

Ipê rosa

Pau-d'arco-roxo

 Árvore de médio a grande porte, caducifólia

 Utilizada em jardins públicos, arborização de  ruas, avenidas, estradas e alamedas de  fazendas

 Bastante ornamental pela coloração de rosa  e lilás intenso.

 Talaurna ovata

Magnoliaceae

Baguaçu

 Árvore de grande porte

 Tapirira  guianensis

Anacardiaceae

Cupiúba

Pau-pombo

 Árvore de médio porte

 Tibouchina  granulosa

 Tibouchina  sellowiana

 Melastomataceae 

 Quaresmeira 

 Árvore de médio porte

 Muito ornamental pelas flores 

 Utilizada em arborização de ruas, avenidas  e  praças e parques.

 Triplaris  brasiliana

Polygnaceae

Pau-de-formiga

 Árvore de grande porte

 Vochysia  bifalcata

 Vochysua  magnifica

 Vochysu  tucanorum

Vochysiaceae

Guaricica

Pau-de-tucano

 Árvore de grande porte 

 Muito ornamental pelas flores amarelas  vistosas

 Utilizada em avenidas, parques e praças.

 Xylopia  brasiliensis

Annonaceae

Pindaíba

 Árvore de grande porte

 Possui folhagem delicada semelhante a  uma conífera.

 Zeycheria  tuberculosa

Bignoniaceae

Ipê-felpudo

 Árvore de grande porte

 Muito ornamental pela forma da copa,  piramidal ou colunare pelo efeito da  folhagem e  ramagem

 Utilizada em praças e parques.

 


Espécies Exóticas na Arborização Urbana

Atualmente, no perímetro urbano de muitos municípios brasileiros, já aclimatadas, encontram-se algumas espécies exóticas, como as do gênero: Acer, Cupressus, Ligustrum, Platanus, Populus, Liquidambar, Quercus, Salix, Grevillea, Eucalyptus, Pinus, Acacia, Lagerstroemia, Melia, Terminalia, Tipuana, Hovenia.

Algumas utilizadas na região Centro/Sul do Brasil são:

Espécie

Família

Nome popular

Observações

 Grevilea banksii

Proteceae

Grevilha-anã

 Árvore de pequeno porte, perene, raízes pivotantes  e copa arredondada

 Indicada para ruas com fiação aérea.

 Dombeya wallichii 

 Sterculiaceae 

Astrapéia

 Árvore de pequeno porte, perene, com raízes  superficiais, copa arredondada, espécie melífera.

 Hibiscus rosa-sinensis

Malvaceae

 Hibisco ou mimo

 Arvoreta ou arbusto de pequeno porte, perene,

 Muito ornamental pela beleza de suas flores durante  todo o ano

 Indicada para ruas com fiação elétrica.

 Murraia exotica

Rutaceae

Murta

 Árvore de pequeno porte, perene, com raízes  pivotantes, copa arredondada

 Indicada para ruas com fiação elétrica.

 Lagerstroemia indica

Lithraceae

 Estremosa 

 Árvore de pequeno porte, de folhas caducas, copa  arredondada

 Indicada para ruas com fiação elétrica.



Espécies com limitação de uso em arborização urbana

Abaixo estão listadas algumas espécies não recomendadas para arborização de áreas urbanas por apresentarem alguns fatores limitantes:

Espécie

Limitação

 Lithraea brasiliensis

 Lithraea molleoides 

 Schinus terebinthifolius 

 Schinus mollis (bugreiro e aroeira)

 Emitem substâncias alergênicas.

 Joannesia princeps (Boleira)

 Tamanho e peso dos frutos e sementes com efeito purgativo e  tóxico.

 Schizolobium parahyba (Guapuruvu)

 Restrição quando no plantio em avenidas.

 A queda de suas folhas grandes tem o inconveniente de entupir a  entrada de esgoto, podendo causar alagamentos.

 Annona cacans (Ariticum-cagão)

 Apresenta fruto pesado e propriedades diarréicas.

 Aspidosperma olivaceum (Peroba-amarela)

 Crescimento lento.

 Prunus myrtifolia (Pessegueiro bravo)

 Prunus brasiliensis (Varoveira)

 Espécies tóxicas ao gado, planta altamente cianogênica (produz  ácido cianídrico).




PODA NA ARBORIZAÇÃO


Considerações e tipos de podas

Nas áreas urbanas, a poda é uma prática permanente, que visa garantir um conjunto de árvores vitais, seguras e de aspecto visual agradável. Deve ser feita a partir de um levantamento das espécies predominantes na arborização da cidade. O calendário da atividade é montado de acordo com o local de ocorrência da espécie e sua melhor época de poda.


Regras fundamentais para o executor da poda:

· Arquitetura da copa das árvores

· A fisiologia da compartimentalização

· As técnicas da poda

· As ferramentas e equipamentos mais apropriados para cada atividade


Para a correta utilização da poda, é necessário reconhecer os três tipos básicos de poda em árvores urbanas e utilizar a que for mais recomendada para cada caso:


Poda de educação (ou de formação)

A poda dos galhos deve ser realizada o mais cedo possível, para evitar cicatrizes muito grandes, desnecessárias. A poda de formação na fase jovem sempre é uma mutilação, devendo ser executada com cuidado. Deve-se conhecer o modelo arquitetônico da espécie, considerando, portanto, o futuro desenvolvimento da copa no espaço em que a árvore está estabelecida. Galhos baixos que dificultarão a passagem de pedestres e de veículos deverão ser eliminados precocemente. Galhos que cruzarão a copa ou com inserção defeituosa deverão igualmente ser eliminados antes que os cortes se tornem muito difíceis.


Poda de manutenção (ou limpeza)

São eliminados basicamente galhos senis ou secos, que perderam sua função na copa da árvore. Estes galhos podem, em algumas circunstâncias, ter dimensões consideráveis, tornando o trabalho mais difícil do que na poda de formação. Deve ser dada especial atenção à morfologia da base do galho.


Poda de segurança

Tecnicamente é semelhante a poda de manutenção, com a diferença de ser praticada em galhos normalmente vitais ou não preparados, pela árvore, para o corte. A alternativa para esta eventualidade é o corte em etapas. Na primeira poda, o galho é cortado a uma distância de 50 a 100 cm do tronco. Após um ou mais períodos vegetativos, procede-se à segunda poda, agora junto ao tronco, concluindo a operação de remoção do galho.


Corte de raízes

A capacidade de regeneração das raízes é bem mais limitada que a regeneração da copa. Quanto maior a dimensão da raiz cortada, mais difícil e demorada sua regeneração, maiores também os riscos para a estabilidade da árvore. Deve-se evitar o corte de raízes grossas e fortes, principalmente próximo ao tronco (raízes basais).

A maneira mais eficiente de evitar problemas com raízes é a criação de um espaço adequado para o desenvolvimento da árvore. Embora cada espécie tenha modelos de arquitetura radical próprios, o meio físico é o principal modelador das raízes.


Orientações sobre poda

· Observar condições biológicas da árvore, considerando se já há botões florais ou flores. Caso existam, deve-se evitar a poda.

· Conferir condições físicas da árvore, observando o estado do tronco (oco, rachaduras, podridão), galhos secos ou mortos.

· Analisar a fiação, caso esteja encostada nos galhos, desligar a rede, testá-la e aterrá-la e, após, proceder a poda com os cuidados necessários.

· Executar a poda com segurança, começando a operação, sempre que possível, de fora para dentro da árvore, usando ferramentas adequadas.

· Deve-se cortar galhos pesados em pedaços. Os mais leves descem inteiros. Usar sempre cordas para apoiá-los, antes de proceder o corte.

· Escolher a melhor época de efetuar a poda, que é logo após a floração, mas as podas realizadas no final do inverno e início da primavera promovem a cicatrização dos ramos de forma mais efetiva.

· Adequar uma árvore a um espaço menor do que seu desenvolvimento natural exige não é recomendável. Selecionar outra espécie que se desenvolva com menos espaço.

· Não reduzir a copa demasiadamente. Se uma poda severa for necessária, processá-la em etapas, com maior freqüência.


Fonte: Ambiente Brasil


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