Lembrou ainda a falta de celeridade no trato com a regularização fundiária e indenização das propriedades abrangidas pela UC. “Vamos procurar nossas autoridades, parlamentares, ICMBio e até a justiça se for o caso, para dar agilidade as indenizações” comentou o presidente.
Sugeriu-se ainda ao ICMBio melhorias na metodologia de fiscalização contra a biopirataria que ocorre no interior do Parque. Hoje se gasta quase R$ 90 mil por mês com a guarda patrimonial da empresa Casvig. Caçadores, cortadores de palmeira e até pescadores são predadores da biodiversidade da UC. “A fiscalização deve ir além do insulfilm e do ar condicionado”, disse o presidente em referência à fiscalização atual que é focada em vias públicas, fora da floresta.
Comentou-se que a entidade além de denúncias, tem recebido reclamações sobre abordagens invasivas praticadas pela administração do Parque em determinadas propriedades. A relação com os moradores precisa ser melhorada. “No ano de 2009 ocorreram somente a metade das reuniões previstas pelo regimento interno do Conselho Consultivo do Parque Nacional o que contribui para a falta de diálogo entre o ICMBio e a comunidade conservacionista”, comentou o presidente em entrevista a TVL.
Fez-se alusão ainda ao fato de o decreto de criação do Parque ter quase 6 anos e plano de manejo ter sido publicado há 8 meses, o Parque continua fechado para a visitação e prática de educação ambiental para as escolas e a comunidade. “Não interessa se o dono do Parque é nacional, estadual ou municipal, o que importa é que ele esteja cumprindo sua função conforme determina a Lei” comentou ainda.
Ao final de seu pronunciamento a ACAPRENA conclamou a todos os envolvidos: sociedade civil, comunidades, ICMBio e o poder local, para somar esforços na construção e implementação do “Parque que sonhamos”.