Resultados Preliminares - Diagnóstico Abiótico

ASPECTOS BIÓTICOS
Coordenadoras: Cintia Gizele Gruener e Sheila Mafra Ghoddosi

Os levantamentos de fauna e flora estão sendo finalizados, foram realizadas 8 campanhas de campo abrangendo as principais subbacias do PNSI.

O diagnóstico das aves registrou 258 espécies, distribuídas em 53 famílias, destas 100 espécies são consideradas endêmicas da Floresta Atlântica. Na lista das espécies da fauna brasileira (MMA, 2003) foi registrada uma espécie como ameaçada: o papo-branco (Biatas nigropectus); na categoria vulnerável foram registradas três espécies: o papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea), a maria-da-restinga (Phylloscartes kronei) e o pichochó (Sporophila frontalis). Na lista da IUCN (2006) as espécies vulneráveis totalizaram seis, dentre as quais o patinho-gigante (Platyrinchus leucoryphus) e a araponga (Procnias nudicollis), além das quatro espécies acima citadas. Na categoria quase ameaçadas (NT) foram encontradas 22 espécies de aves, destacando: o gavião-pombo-grande (Leucopternis polionotus, figura 1), o beija-flor-rajado (Ramphodon naevius), o limpa-folha-miúda (Anabacertia amaurotis) e o corocochó (Carpornis cucullata, , figura 2).


Figura 1: Gavião-pombo-grande (Leucopternis polionotus).
Fotos: Daniela Fink e Gregory T. Silva.


Figura 2: Corocochó (Carpornis cucullata).
Fotos: Daniela Fink e Gregory T. Silva.


Para o diagnóstico rápido dos mamíferos do PNSI foram utilizadas metodologias diferenciadas como: entrevistas com moradores da região, observações diretas e de vestígios, e uso de armadilhas fotográficas. Das 28 espécies registradas através das diversas metodologias, 4 são endêmicas da Mata Atlântica e 6 são ameaçadas de extinção, dentre elas estão o gato-maracajá (Leopardus wiedii, figura 3) e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus).


Figura 3: Gato-maracajá (Leopardus wiedii) registrado pela armadilha fotográfica.

O diagnóstico dos peixes mostrou que a abundância, a diversidade e a riqueza de espécies superaram as expectativas para a região, sendo que há um grande número de espécies pouco conhecidas ou mesmo desconhecidas, e alguns exemplares encontram-se ainda em análise e não é possível definir com certeza a espécie a qual pertencem, podendo se tratar de espécies novas a serem descritas posteriormente para o PNSI.

Através da visualização direta (visual/ auditivo) foram amostradas 21 espécies de anfíbios anuros, destas uma espécie exótica (Lithobates catesbeianus). Esta espécie foi citada por 41% dos moradores entrevistados nas localidades em que as coletas foram realizadas. Das 21 espécies de anuros, 14 espécies são endêmicas de Floresta Atlântica e 14 estão na Lista Vermelha da Fauna Ameaçada de Extinção da IUCN com dados insuficientes. Quanto aos répteis, 04 espécies de serpentes foram amostradas até o mmento, uma a ser identificada, a caninana (Spilotes pullatus), jararacussu (Bothrops jararacussu), a qual é uma espécie florestal de encostas rochosas e umidas, e endêmica da Floresta Atlântica.

A partir das amostragens de borboletas com armadilhas e puçá foram registradas 109 espécies pertencentes a sete famílias e 18 subfamílias. Esta lista preliminar de borboletas reflete um pouco a configuração da paisagem nas áreas amostradas, composta de florestas maduras, áreas em regeneração e pastagens. Também foram registradas espécies consideradas indicadoras de habitat íntegro e de especial interesse para conservação.

O levantamento dos macroinvertebrados aquáticos evidenciou a presença de espécies altamente sensíveis às perturbações ambientais e por isso, consideradas como boas indicadoras da qualidade ambiental.

A equipe dos levantamentos florísticos verificou a presença de espécies como Aspidosperma australe, Ocotea acyphilla, Ocotea catharinensis e Ocotea odorifera o que demonstra a relevância da área, visto que, estas espécies estão citadas na lista oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.

Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra de Itajaí
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